{"id":2906,"date":"2014-11-24T14:05:06","date_gmt":"2014-11-24T17:05:06","guid":{"rendered":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=2906"},"modified":"2014-11-24T14:05:06","modified_gmt":"2014-11-24T17:05:06","slug":"avaliacao-da-politica-cicloviaria-do-governo-agnelo-2011-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=2906","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica ciclovi\u00e1ria do Governo Agnelo (2011-2014)"},"content":{"rendered":"<p>Por <a href=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/avaliacao-da-politica-cicloviaria-do-governo-agnelo-2011-2014\/\">Rodas da Paz<\/a><\/p>\n<p>A Rodas da Paz apresenta\u00a0avalia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica ciclovi\u00e1ria do Governo Agnelo (2011-2014). A boa gest\u00e3o p\u00fablica deve sempre ver nas informa\u00e7\u00f5es uma possibilidade de aprimorar ou reorientar seus investimentos, e \u00e9 com esse esp\u00edrito colaborativo que apresentamos a compila\u00e7\u00e3o de dados e sugest\u00f5es que foram feitas pela ONG Rodas da Paz nos \u00faltimos anos, sempre de maneira transparente, cr\u00edtica e independente.<\/p>\n<p>Come\u00e7a nesta quarta feira (19\/12\/2014) Semin\u00e1rio de Avalia\u00e7\u00e3o proposto pelo GDF, que lamentavelmente ocorre em hor\u00e1rio de expediente comum, prejudicando a participa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios comuns de bicicleta como meio de transporte\u00a0e\u00a0com restri\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da sociedade no n\u00famero de vagas. Essas medidas refletem a pouca preocupa\u00e7\u00e3o da atual gest\u00e3o em incorporar a participa\u00e7\u00e3o social como um elemento essencial no ciclo de pol\u00edticas p\u00fablicas, o que se foi demonstrado em diversas oportunidades ao longo dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Como exemplo, a reivindica\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o de ciclovias prioritariamente nas vias de alta velocidade e com registros de mortes de ciclistas segue sem encaminhamento. Uma das justificativas para se implementar ciclovias era de que \u201cciclovias salvam vidas\u201d. No entanto, as obras foram feitas, prioritariamente, onde ocorrem menos mortes, revelando aus\u00eancia de crit\u00e9rio t\u00e9cnico para a defini\u00e7\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o das mesmas, como se v\u00ea no gr\u00e1fico abaixo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/gr%C3%A1fico_mortes_ciclovias.png\" rel=\"lightbox[7813]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"gr\u00e1fico_mortes_ciclovias\" src=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/gr%C3%A1fico_mortes_ciclovias.png\" width=\"635\" height=\"484\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para colaborar com uma avalia\u00e7\u00e3o qualificada da pol\u00edtica recente relacionada a mobilidade por bicicleta, publicamos o levantamento de pontos relacionados \u00e0 (i)\u00a0Infraestrutura, (ii) Educa\u00e7\u00e3o e comportamento, (iii)\u00a0Humaniza\u00e7\u00e3o e desenho do espa\u00e7o urbano com foco na seguran\u00e7a\u00a0e (iv)\u00a0Planejamento das a\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o sistematizadas identificando o\u00a0Assunto, Avalia\u00e7\u00e3o e sugest\u00f5es, Resposta do GDF, \u00d3rg\u00e3o respons\u00e1vel e Amparo do pedido, como no exemplo a seguir:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/tabela_avalia%C3%A7%C3%A3o2.png\" rel=\"lightbox[7813]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"tabela_avalia\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/tabela_avalia%C3%A7%C3%A3o2.png\" width=\"691\" height=\"254\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/tabela_avalia%C3%A7%C3%A3o1.png\" rel=\"lightbox[7813]\"><br \/>\n<\/a>Acesse\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rodasdapaz.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/balan%C3%A7o_GDF_Agnelo_Rodas.pdf\">aqui o relat\u00f3rio completo<\/a>\u00a0e abaixo o texto de apresenta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>Balan\u00e7o Governo Agnelo 2011-14<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica Ciclovi\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Quando o governador Agnelo Queiroz assumiu o Governo do DF em 2011, havia pouco mais de 40km de ciclovias. Atualmente, ao final de 2014, cerca de 400km foram adicionados a malha ciclovi\u00e1ria do DF. No Plano Diretor de Transporte Urbano de 2011, \u00e9 informado que 2,3% das viagens di\u00e1rias s\u00e3o feitas por bicicleta, sendo a economia de recursos financeiros o principal motivo da escolha da bicicleta como meio de transporte. Dessas viagens de bicicleta, 96,2% ocorrem para fins de mobilidade (trabalho e estudo).<\/p>\n<p>Dados do DETRAN-DF apontam que a chance de fatalidade de um acidente envolvendo ciclistas em rodovias \u00e9 maior do que em acidentes em vias urbanas. No entanto, dos cerca de 440km de ciclovias constru\u00eddas, grande parte se concentra no Plano Piloto, em vias de baixa velocidade e com baixos \u00edndices de acidentes. Por decis\u00e3o do governo, n\u00e3o se priorizou implanta\u00e7\u00e3o de estrutura ciclovi\u00e1ria nas rodovias de alta velocidade, com elevados \u00edndices de fatalidade e com maior tr\u00e1fego de ciclistas, que fazem conex\u00e3o entre as cidades sat\u00e9lites e destas com o Plano Piloto, regi\u00e3o que concentra 47,7% dos empregos do DF e onde mora apenas 8% da popula\u00e7\u00e3o. Verifica-se que esta regi\u00e3o central, onde ocorreram 4% das mortes no DF entre 2003 e 2013, foi contemplada com mais de 40% das ciclovias constru\u00eddas ou projetadas (ver gr\u00e1fico abaixo).<\/p>\n<p>O DF possui mais de 11 mil km de malha vi\u00e1ria, de modo que a quilometragem de ciclovias representa cerca de 3,6% deste total. Isso significa que o ciclista, para ter direito de se deslocar pela cidade, precisar\u00e1, em grande parte do tempo, continuar utilizando as ruas, o que requer pol\u00edticas educativas intensas, al\u00e9m de medidas de modera\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fico, redu\u00e7\u00e3o de limites de velocidade e fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre 2011 e 2013 o DETRAN empenhou apenas 11,8% do or\u00e7amento autorizado para ser gasto com campanhas educativas, e as poucas pe\u00e7as que tratavam da presen\u00e7a na bicicleta no tr\u00e2nsito n\u00e3o foram incisivas o suficiente em seu conte\u00fado de que as ruas podem e devem ser compartilhadas com os ciclistas e que \u00e9 de responsabilidade do maior ve\u00edculo a seguran\u00e7a do menor, como garante o C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito. Al\u00e9m disso, as propagandas do DETRAN davam a entender que os ciclistas deveriam utilizar apenas as ciclovias.<\/p>\n<p>Em 2010, foram 35 mortes envolvendo ciclistas no DF, e em 2013 foram registrados 27 \u00f3bitos. Desde 2005, as mortes de ciclistas vem seguindo tend\u00eancia de queda, embora lentamente. Para que as fatalidades no tr\u00e2nsito envolvendo ciclistas fossem reduzidas em 50%, levou-se 6 anos (2006-2012). Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, as mortes envolvendo pedestres foram reduzidas em 50% na metade no tempo, 3 anos (1995-1998), fruto de campanhas educativas de massa feitas \u00e0 \u00e9poca em rela\u00e7\u00e3o a uso da faixa de pedestre. O investimento adequado de estrutura ciclovi\u00e1ria nas vias de maior velocidade e com mais registros de fatalidade, aliado ao emprego de recursos na promo\u00e7\u00e3o de campanhas educativas permitiria a redu\u00e7\u00e3o planejada de mortes no tr\u00e2nsito como resultado efetivo de uma pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>Este documento apresenta uma avalia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica ciclovi\u00e1ria do Governo Agnelo (2011-2014). A boa gest\u00e3o p\u00fablica deve sempre ver nas informa\u00e7\u00f5es uma possibilidade de aprimorar ou reorientar seus investimentos, e \u00e9 com esse esp\u00edrito colaborativo que apresentamos a compila\u00e7\u00e3o de dados e sugest\u00f5es que foram feitas pela ONG Rodas da Paz nos \u00faltimos anos, sempre de maneira transparente, cr\u00edtica e independente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodas da Paz A Rodas da Paz apresenta\u00a0avalia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica ciclovi\u00e1ria do Governo Agnelo (2011-2014). 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