{"id":2061,"date":"2014-06-24T15:22:56","date_gmt":"2014-06-24T18:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=2061"},"modified":"2014-06-24T15:22:56","modified_gmt":"2014-06-24T18:22:56","slug":"vias-calmas-uma-analise-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=2061","title":{"rendered":"Vias calmas \u2013 uma an\u00e1lise cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Por <a href=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/opiniao\/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1477096&amp;tit=Vias-calmas-%96-uma-analise-critica\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n<p>\u201cCorrendo menos Curitiba chega na frente\u201d \u00e9 o slogan que d\u00e1 identidade \u00e0s vias calmas. Recentemente, um pichador teve sua frase ironizada e talvez imortalizada, pois na tentativa de criticar a Copa do Mundo defenestrou a Word Cup (\u201cCopa da Palavra\u201d) em vez da World Cup. Em tempos de Copa do Mundo o slogan seria traduzido como Running less e n\u00e3o Running slowly. Um velocista da prova de 100 metros atinge 40 km\/h para aproximar-se da marca de dez segundos, enquanto um maratonista precisa manter-se na m\u00e9dia de 20 km\/h para aproximar-se das duas horas nos 42 km. O velocista corre \u201cmenos\u201d que o maratonista, por\u00e9m no dobro da velocidade. \u201cMenos\u201d \u00e9 diferente de \u201cmais devagar\u201d. Na \u201cWord Cup\u201d, Curitiba marca gol contra! Analisemos ponto a ponto:<\/p>\n<p>Compartilhamento: n\u00e3o h\u00e1 novidade alguma, pois conforme a pr\u00f3pria sinaliza\u00e7\u00e3o vertical (placa) os pedestres est\u00e3o na cal\u00e7ada em um plano superior (onde sempre estiveram); e os ve\u00edculos (leves, pesados, motorizados e n\u00e3o motorizados), no leito carro\u00e7\u00e1vel da via, onde sempre estiveram. A placa reproduz o que a lei sempre disse. A separa\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre bicicleta e autom\u00f3vel que aparece na placa n\u00e3o existe na via. Ainda assim, seria compartilhamento das faixas, e n\u00e3o da via, pois o pedestre n\u00e3o compartilha na cal\u00e7ada, nem o \u00f4nibus na canaleta.<\/p>\n<div id=\"conteudoesquerda\">\n<div id=\"extraconteudo\">\n<h5>Por mais amor \u00e0s cidades<\/h5>\n<p>Curioso que Curitiba, sempre refer\u00eancia em termos de planejamento urbano e desenvolvimento, n\u00e3o foi capaz, at\u00e9 o presente momento, de incorporar adequadamente, com vis\u00e3o de futuro e ousadia, a bicicleta como op\u00e7\u00e3o de mobilidade. Igualmente curioso \u00e9 observar como as recentes iniciativas, implantadas e anunciadas pela prefeitura, j\u00e1 provocam rea\u00e7\u00f5es adversas de gente que n\u00e3o quer largar dos preconceitos e nem do volante.<\/p>\n<p>Quando falamos da necessidade de implantar espa\u00e7os seguros para a bicicleta e colocar o pedestre como refer\u00eancia no planejamento, fazemos uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 cidade. A bicicleta \u00e9 um vetor de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o que trar\u00e1 as pessoas \u00e0s ruas, facilitar\u00e1 \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es a descoberta da hist\u00f3ria da cidade, da geografia, dos rios e da vida urbana como um todo.<\/p>\n<p><i>Leia a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/opiniao\/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=1477098&amp;tit=Por-mais-amor-as-cidades\" target=\"_blank\">opini\u00e3o completa<\/a>\u00a0de Jorge Brand, mestre em Filosofia pela UFPR e coordenador-geral da Associa\u00e7\u00e3o de Ciclistas do Alto Igua\u00e7u (CicloIgua\u00e7u).<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ciclofaixa: n\u00e3o existe ciclofaixa; existe, sim, uma faixa estreita e outra de largura tradicional que podem ser ocupadas por qualquer ve\u00edculo. A ciclofaixa \u00e9 delimitada por faixa cont\u00ednua vermelha, entendendo-se faixa a linha e n\u00e3o a pista pintada (tapete vermelho). O pictograma de uma bicicleta pintada no ch\u00e3o n\u00e3o indica obrigatoriedade, apenas sugere. Sendo a faixa branca descont\u00ednua, qualquer ve\u00edculo pode ocupar qualquer das faixas, inclusive lado a lado onde couber, bem como a bicicleta pode ocupar tanto o bordo direito quanto o esquerdo (tema que j\u00e1 foi objeto de debate na OAB\/PR; a lei n\u00e3o define qual lado a bicicleta deve ocupar), e ningu\u00e9m pode ser autuado por se comportar assim.<\/p>\n<p>Cruzamentos: nos cruzamentos foram pintados \u201ctapetes vermelhos\u201d com a inten\u00e7\u00e3o de que as bicicletas ocupem essa \u00e1rea enquanto aguardam a abertura do sem\u00e1foro, e os ve\u00edculos motorizados ficam logo atr\u00e1s. N\u00e3o h\u00e1 infra\u00e7\u00e3o de parada sobre a ciclofaixa na espera pela abertura do sem\u00e1foro, mas apenas sobre a faixa de pedestres. Nem mesmo parar sobre a \u201cfaixa de reten\u00e7\u00e3o\u201d que se encontra antes da faixa de pedestres \u00e9 considerado infra\u00e7\u00e3o, portanto ningu\u00e9m pode ser autuado por parar sobre o \u201ctapete vermelho\u201d enquanto aguarda a abertura do sem\u00e1foro.<\/p>\n<p>Velocidade: quanto \u00e0 velocidade de 30 km\/h, seria importante a clareza: ela se aplica em toda a via (inclusive na faixa exclusiva de \u00f4nibus, a canaleta) ou apenas nas faixas \u201ccompartilhadas\u201d? At\u00e9 porque essa no\u00e7\u00e3o de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para um pedestre que esteja fazendo a travessia onde n\u00e3o haja faixa de pedestres. Fa\u00e7o a observa\u00e7\u00e3o porque a placa de velocidade m\u00e1xima que se encontra na cal\u00e7ada imp\u00f5e 30 km\/h, enquanto a que se encontra no centro, junto \u00e0 canaleta, imp\u00f5e 40 km\/h de m\u00e1xima.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 de que, como ideia (ideal), \u00e9 genial. Como expectativa de comportamento, \u00e9 distante. A for\u00e7a legal para alcan\u00e7ar o ideal da forma como est\u00e1 \u00e9 escassa. Nossa vis\u00e3o cr\u00edtica n\u00e3o representa contrariedade gratuita \u00e0 ideia, mas um alerta, pois, quando houver o conflito, o acidente, o preju\u00edzo material, pessoal, na \u00e1rea c\u00edvel ou criminal, com caso submetido ao Judici\u00e1rio, o respons\u00e1vel ser\u00e1 quem incorreu no il\u00edcito, e o juiz da causa precisar\u00e1 nortear e fundamentar sua decis\u00e3o nas regras de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p><i>Marcelo Jos\u00e9 Ara\u00fajo, advogado e professor de Direito de Tr\u00e2nsito, \u00e9 presidente da Comiss\u00e3o de Tr\u00e2nsito, Transporte e Mobilidade da OAB\/PR.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5><strong>D\u00ea sua opini\u00e3o<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea concorda com o autor do artigo? Deixe seu coment\u00e1rio e participe do debate.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gazeta do Povo \u201cCorrendo menos Curitiba chega na frente\u201d \u00e9 o slogan que d\u00e1 identidade \u00e0s vias calmas. 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