{"id":1992,"date":"2014-04-23T14:31:10","date_gmt":"2014-04-23T17:31:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=1992"},"modified":"2014-04-23T14:31:10","modified_gmt":"2014-04-23T17:31:10","slug":"risco-ignorado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=1992","title":{"rendered":"Risco ignorado"},"content":{"rendered":"<p>Por <a href=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/593\/risco-ignorado\">Jornal da Unicamp<\/a><\/p>\n<p><em>Estudo aponta que poss\u00edveis impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais n\u00e3o fazem parte da preocupa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios brasileiros<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/field\/image\/ju593_p3_a_0.jpg#overlay-context=ju\/593\/risco-ignorado\" width=\"600\" height=\"517\" \/><\/p>\n<p>A despeito das crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas sobre os impactos que podem advir das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, o tema n\u00e3o faz parte da preocupa\u00e7\u00e3o mais imediata dos governos municipais no Brasil. As a\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea normalmente surgem mescladas \u00e0s respostas governamentais a problemas urbanos que possuem alguma interface com a quest\u00e3o clim\u00e1tica. A conclus\u00e3o faz parte da tese da cientista social Fabiana Barbi, desenvolvida no \u00e2mbito do programa de doutorado em Ambiente e Sociedade do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Unicamp. A autora do estudo teve como orientadora e professora Leila da Costa Ferreira e como coorientador o professor Carlos Joly.<\/p>\n<p>Para entender como os governos locais t\u00eam respondido aos riscos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, a pesquisadora analisou as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao tema formuladas pelos nove munic\u00edpios que comp\u00f5em a Regi\u00e3o Metropolitana da Baixada Santista, sendo as de Santos com maior profundidade. De acordo com Fabiana, a pesquisa trabalhou com o conceito de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas adotado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7a do Clima (IPCC, na sigla em ingl\u00eas), \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). \u201cNesse caso, consideramos as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas ou n\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o do homem, visto que em muitos casos \u00e9 dif\u00edcil determinar se um evento de chuva extrema, por exemplo, tem algum componente antropog\u00eanico\u201d, explica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/field\/image\/ju593_p3_c.jpg#overlay-context=\" width=\"300\" height=\"441\" \/><\/p>\n<p>O que foi poss\u00edvel perceber ao longo da investiga\u00e7\u00e3o, conforme a pesquisadora, \u00e9 que de maneira geral os munic\u00edpios conhecem os riscos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas n\u00e3o est\u00e3o se preparando para enfrent\u00e1-los de maneira adequada. \u201cNem mesmo Santos, que tem uma Defesa Civil bem estruturada, disp\u00f5e de uma pol\u00edtica p\u00fablica mais efetiva nesse sentido. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, pois os cen\u00e1rios projetados para a cidade, mesmo os mais conservadores, apontam para a possibilidade de impactos importantes para o cotidiano da popula\u00e7\u00e3o\u201d, observa.<\/p>\n<p>Por ser um munic\u00edpio costeiro, prossegue a autora da tese, a situa\u00e7\u00e3o de Santos \u00e9 ainda mais s\u00e9ria que a de outras cidades que n\u00e3o apresentam essa carater\u00edstica. Isso por causa do risco do aumento do n\u00edvel das \u00e1guas do oceano. \u201cNo cen\u00e1rio mais conservador, essa eleva\u00e7\u00e3o seria de meio metro, o que j\u00e1 inundaria parte da regi\u00e3o conhecida como Ponta da Praia, que est\u00e1 urbanizada e densamente ocupada. Se a eleva\u00e7\u00e3o do oceano for de um metro, a situa\u00e7\u00e3o se agravar\u00e1 ainda mais. Somente uma parte do centro e os morros n\u00e3o seriam atingidos. Imagine o que isso significaria para o dia a dia dos moradores?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>Apesar disso, Santos n\u00e3o possui programas efetivos voltados \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o dos problemas que podem ocorrer devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cO munic\u00edpio n\u00e3o disp\u00f5e de pol\u00edtica e nem de setor espec\u00edfico para tratar desse tema. N\u00f3s percebemos que o assunto \u00e9 tratado por alguns \u00f3rg\u00e3os ou secretarias, mas de maneira indireta, normalmente associado a algum problema urbano mais imediato. N\u00e3o se tem uma estrat\u00e9gia para enfrentar os riscos relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no m\u00e9dio e longo prazos. Nas demais cidades da Baixada Santista a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Vale lembrar que, no caso da eleva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do oceano, o fen\u00f4meno ocorre de forma lenta e gradual, o que d\u00e1 tempo para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de enfrentamento dos problemas\u201d, pondera Fabiana.<\/p>\n<p>Um aspecto que chama a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 in\u00e9rcia governamental, segundo a orientadora da tese, \u00e9 que o Brasil disp\u00f5e de mecanismos capazes de balizar medidas preventivas e de adaptabilidade. \u201cA pol\u00edtica clim\u00e1tica nacional, aprovada em 2009, \u00e9 muito boa. Da mesma forma, temos cinco munic\u00edpios e onze estados que elaboraram legisla\u00e7\u00f5es igualmente importantes. Ocorre, por\u00e9m, que as propostas n\u00e3o s\u00e3o implementadas e, consequente, as eventuais metas n\u00e3o s\u00e3o atingidas\u201d, lamenta a professora Leila.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o dela, tem faltado aos gestores p\u00fablicos vontade pol\u00edtica de levar as pol\u00edticas clim\u00e1ticas adiante. \u201cIsso se deve, muito provavelmente, por causa da rela\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos tido com esse tema. Frequentemente, as pessoas tendem a achar que o assunto mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o lhes diz respeito e que as poss\u00edveis consequ\u00eancias do fen\u00f4meno n\u00e3o afetar\u00e3o o seu cotidiano. Isso \u00e9 um equ\u00edvoco. O IPCC tem chamado a aten\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses para os riscos dessas mudan\u00e7as para as popula\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do mais, tamb\u00e9m tem alertado que as na\u00e7\u00f5es mais pobres s\u00e3o as que mais sofrer\u00e3o com os efeitos da altera\u00e7\u00e3o do clima\u201d, diz a docente.<\/p>\n<p>Um dos grandes n\u00f3s a serem resolvidos no plano local, como lembra Fabiana, \u00e9 relativo \u00e0 mobilidade urbana. \u201cIsso tem sido um enorme desafio para muitas cidades, notadamente S\u00e3o Paulo. As emiss\u00f5es de gases de efeito estufar (GEEs) por parte dos autom\u00f3veis crescem a cada dia. Existe um estudo que aponta que no per\u00edodo de dez anos, entre 2001 e 2011, a frota de carros duplicou e a de motos quadruplicou nas 12 maiores capitais brasileiras. Vale ressaltar que as motocicletas poluem mais que os carros. Ou seja, este \u00e9 um ponto que precisa ser urgentemente atacado, pois vamos ter que pagar essa conta mais tarde. O momento de agir \u00e9 agora\u201d, adverte a autora da tese.<\/p>\n<p>Na mesma linha, a professora Leila observa que a quest\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o deve ser tratada somente por um minist\u00e9rio ou uma secretaria municipal ou estadual espec\u00edficos. O tema, afirma ela, deve ter necessariamente uma abordagem interdisciplinar. \u201cTrata-se de um assunto que perpassa diversas \u00e1reas, como habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, trabalho, educa\u00e7\u00e3o, transporte etc. O ideal \u00e9 que a pol\u00edtica p\u00fablica do setor seja desenhada de forma a envolver os diferentes setores e atores. Em outras palavras, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o somente da al\u00e7ada do poder p\u00fablico. Tamb\u00e9m \u00e9 da iniciativa privada, das universidades e da sociedade civil em geral. Outro ponto fundamental \u00e9 que as a\u00e7\u00f5es t\u00eam que ter prosseguimento independente de quem esteja momentaneamente no poder. As constantes sucess\u00f5es no governo, t\u00e3o necess\u00e1rias \u00e0 democracia, n\u00e3o devem afetar a continuidade dos programas\u201d, defende a docente.<\/p>\n<p>Ainda segundo a professora Leila, a tese de Fabiana tem uma contribui\u00e7\u00e3o importante a dar nesse sentido. \u201cA pesquisa empregou uma metodologia fundada no conceito da interdisciplinaridade. No trabalho, Fabiana aborda aspectos relacionados tanto \u00e0 dimens\u00e3o humana quanto \u00e0 ecol\u00f3gica, para ficar em apenas dois exemplos. E nem poderia ser diferente, visto que os problemas associados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o complexos e exigem, portanto, um tratamento qualificado. Justamente por causa desse cuidado foi que os membros da banca examinadora foram un\u00e2nimes em indicar o estudo para publica\u00e7\u00e3o\u201d, informa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/field\/image\/ju593_p3_d.jpg#overlay-context=\" width=\"300\" height=\"382\" \/>Questionada sobre experi\u00eancias internacionais que poderiam servir de exemplo ao Brasil na \u00e1rea de pol\u00edtica clim\u00e1tica, a autora da tese cita dois exemplos, um vindo de Freiburg, na Alemanha, e outro de Melbourne, na Austr\u00e1lia. \u201cA primeira cidade oferece um valioso exemplo de mitiga\u00e7\u00e3o, uma vez que a sua pol\u00edtica energ\u00e9tica est\u00e1 baseada em fontes renov\u00e1veis. Na segunda, o destaque fica por conta das iniciativas voltadas \u00e0 adaptabilidade da cidade \u00e0s consequ\u00eancias das altera\u00e7\u00f5es no clima. Melbourne est\u00e1 investindo muito na coleta de \u00e1gua de chuva, que pode ajudar nos per\u00edodos de inunda\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m nos momentos de escassez h\u00eddrica\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a essas iniciativas, Fabiana diz que \u00e9 importante chamar a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que as a\u00e7\u00f5es de adaptabilidade sempre s\u00e3o mais caras que as de previsibilidade. \u201cEm termos mais populares, no que toca \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m vale o c\u00e9lebre conselho de que \u00e9 melhor prevenir que remediar\u201d, pontua a pesquisadora, que contou com bolsa concedida pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). Fora do escopo do trabalho de Fabiana, mas dentro do tema de pol\u00edticas p\u00fablicas em meio ambiente, a professora Leila informa que tem trabalhado num novo projeto de pesquisa individual, mas que deve se tornar tem\u00e1tico brevemente, cujo tema \u00e9 \u201cMudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais \u2013 As pol\u00edticas ambientais na China com refer\u00eancia ao Brasil\u201d.<\/p>\n<p>O estudo n\u00e3o pretende promover, como alerta a docente, uma an\u00e1lise comparativa entre os dois pa\u00edses, pois isso n\u00e3o faria sentido, dada as enormes diferen\u00e7as entre eles. \u201cEntretanto, \u00e9 importante tomar conhecimento sobre o que se passa l\u00e1 e que aprendizados podemos tirar da experi\u00eancia chinesa. N\u00e3o custa lembrar que a perspectiva ambiental \u00e9 essencialmente global e local\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Publica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tese:<\/strong>\u00a0\u201cGovernando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no n\u00edvel local: riscos e respostas pol\u00edticas\u201d<br \/>\n<strong>Autora:<\/strong>\u00a0Fabiana Barbi<br \/>\n<strong>Orientadora:<\/strong>\u00a0Leila da Costa Ferreira<br \/>\n<strong>Coorientador:<\/strong>\u00a0Carlos Joly<br \/>\n<strong>Unidade:<\/strong>\u00a0N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam)<br \/>\n<strong>Financiamento:<\/strong>\u00a0Fapesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jornal da Unicamp Estudo aponta que poss\u00edveis impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais n\u00e3o fazem parte da preocupa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios brasileiros A despeito das crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas sobre os impactos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"gutentor_comment":0,"featured_image_src":"","featured_image_src_square":false,"author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"rbea_author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"rbea_excerpt_info":"Por Jornal da Unicamp Estudo aponta que poss\u00edveis impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais n\u00e3o fazem parte da preocupa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios brasileiros A despeito das crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas sobre os impactos [&hellip;]","category_list":"<a href=\"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?cat=1\" rel=\"category\">Not\u00edcias<\/a>","comments_num":"0 comments","uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"post-thumbnail":false,"twentytwenty-fullscreen":false},"uagb_author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Jornal da Unicamp Estudo aponta que poss\u00edveis impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais n\u00e3o fazem parte da preocupa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios brasileiros A despeito das crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas sobre os impactos [&hellip;]","wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1992"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1994,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1992\/revisions\/1994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}