{"id":1931,"date":"2014-02-17T16:13:50","date_gmt":"2014-02-17T19:13:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=1931"},"modified":"2014-02-17T16:13:50","modified_gmt":"2014-02-17T19:13:50","slug":"andar-de-bicicleta-e-uma-decisao-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?p=1931","title":{"rendered":"Andar de bicicleta \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Por <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/escolher-a-bicicleta-como-transporte-e-uma-decisao-politica-8265.html\/view\"><strong>Carta Capital<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Um dos criadores da massa cr\u00edtica, o ativista diz que a escolha de andar sobre duas rodas pode servir para questionar a l\u00f3gica capitalista, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para isso<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1992, Chris Carlsson se juntou a alguns amigos para andar de bicicleta na Market Street, a principal rua de S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos. Eles ocuparam a via e se tornaram o pr\u00f3prio tr\u00e2nsito no lugar dos carros que a ocupavam. Com aquele ato, eles come\u00e7aram o movimento conhecido como massa cr\u00edtica, que se espalhou para o mundo inteiro. No Brasil, ele \u00e9 conhecido principalmente como bicicletada, quando diversas pessoas tomam uma via importante da cidade sem lideran\u00e7as e trajetos impostos, assim como Carlsson fez h\u00e1 vinte anos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/df0874cf-bbe1-4ef5-852a-13d9986d3ced.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1932\" alt=\"df0874cf-bbe1-4ef5-852a-13d9986d3ced\" src=\"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/df0874cf-bbe1-4ef5-852a-13d9986d3ced.jpeg\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/df0874cf-bbe1-4ef5-852a-13d9986d3ced.jpeg 400w, https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/df0874cf-bbe1-4ef5-852a-13d9986d3ced-300x199.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>Carlsson conversou com a\u00a0<i>CartaCapital<\/i>\u00a0em visita a S\u00e3o Paulo nesta semana. Ele est\u00e1 no Brasil para participar do III F\u00f3rum Mundial da Bicicleta, em Curitiba, e lan\u00e7ar o seu livro\u00a0<i>Nowtopia &#8211; Iniciativas que est\u00e3o construindo o futuro hoje (Tomo Editorial).\u00a0<\/i>No livro, ele defende que o ciclismo, hortas comunit\u00e1rias e a cultura do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d contribuem para formar uma sociedade que supere o capitalismo. Com uma abordagem marxista, Carlsson acredita que estas atitudes podem ajudar a classe trabalhadora a se emancipar do trabalho assalariado e ter uma vida melhor e mais saud\u00e1vel. Leia a entrevista abaixo:<strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>CartaCapital:\u00a0<\/strong><i>O senhor fez parte do come\u00e7o da massa cr\u00edtica h\u00e1 vinte anos em S\u00e3o Francisco. Hoje, h\u00e1 grupos como este em todo o mundo, o n\u00famero de ciclistas urbanos tem aumentado e grandes cidades t\u00eam pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a bicicleta. O senhor imaginava o desdobramento que a massa cr\u00edtica teria?<\/i><\/p>\n<p><strong>Chris Carlsson:<\/strong>\u00a0N\u00e3o \u00a0imaginava. N\u00f3s come\u00e7amos com uma comunidade de amigos, porque n\u00e3o havia tantas bicicletas assim em S\u00e3o Francisco. A primeira massa cr\u00edtica que fizemos tinha cinquenta pessoas. N\u00f3s subimos a rua principal da cidade, viramos \u00e0 esquerda e entramos em um bar. S\u00f3 isso, foi uma coisa bem simples. Mas deste ato surgiu uma bola de neve, e a massa cr\u00edtica se tornou um fen\u00f4meno global que mudou cidades em todo o mundo, incluindo S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>CC:<i>\u00a0<\/i><\/strong><i>Por que \u00a0o senhor acha que o movimento se espalhou desta forma?<strong><\/strong><\/i><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0O entendimento mais \u00f3bvio \u00e9 a partir do slogan \u201cisso j\u00e1 estava na cabe\u00e7a de todos\u201d. Assim que voc\u00ea diz a um ciclista: \u201cem outra cidade eles encheram a rua de bicicletas e voltaram para casa\u201d, o primeiro pensamento dele ser\u00e1: \u201cnossa, vamos fazer isso aqui!\u201d Na l\u00f3gica de ser tratado como um cidad\u00e3o de segunda categoria nas ruas, a resposta do ciclista s\u00f3 poder ser feita \u00a0por meio de uma a\u00e7\u00e3o coletiva, com ocupa\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o das ruas.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0N\u00e3o h\u00e1 algo como uma organiza\u00e7\u00e3o central de massas cr\u00edticas e bicicletadas. Cada movimento se organiza e manifesta de formas diferentes, e ambos os termos s\u00e3o guarda-chuvas para diversos movimentos. Como voc\u00ea acha que a ideia de massa cr\u00edtica \u00e9 utilizada pelas pessoas que a organizam?<\/i><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0O uso diferente acontece. As pessoas chamam alguns protestos de massa cr\u00edtica quando v\u00e3o a um protesto de bicicleta, mas isso n\u00e3o \u00e9 a massa cr\u00edtica: \u00e9 um protesto de bicicletas. Mas eu n\u00e3o me importo, o conceito n\u00e3o \u00e9 meu e as pessoas fazem o que quiserem dele.Para mim, a massa cr\u00edtica \u00e9 um evento sem outras raz\u00f5es. Ela n\u00e3o \u00e9 instrumentalizada, voc\u00ea n\u00e3o a usa para atingir outra coisa. Mas naquele espa\u00e7o voc\u00ea pode come\u00e7ar a fazer outras coisas.<\/p>\n<p>\u00c9 como uma incubadora de ovos aonde eles v\u00e3o chocando. Tudo que voc\u00ea pode pensar j\u00e1 come\u00e7ou numa massa cr\u00edtica: novas campanhas, grupos pol\u00edticos, amizades, neg\u00f3cios, fam\u00edlias, e por a\u00ed vai.\u00a0 A melhor coisa \u00e9 que a massa cr\u00edtica deu a todo um setor da popula\u00e7\u00e3o a chance de achar outra maneira de fazer pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0Voc\u00ea v\u00ea a bicicleta como uma ferramenta anticapitalista. Por\u00e9m, ela ganhou espa\u00e7o em propagandas e \u00e9 um objeto de consumo. Em cidades como Londres, S\u00e3o Paulo e S\u00e3o Francisco, os bancos administram as bicicletas chamadas de \u201cp\u00fablicas\u201d. Diante dessa absor\u00e7\u00e3o dela por empresas, a bicicleta ainda pode ser uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o contra o capitalismo?<\/i><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0S\u00f3 a bicicleta n\u00e3o \u00e9 suficiente. A bicicleta, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 interessante. Ela \u00e9 um meio de transporte e um produto industrial. A hist\u00f3ria dela tamb\u00e9m \u00e9 a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o na Amaz\u00f4nia e no Congo, em busca de borracha para fazer bicicletas para o hemisf\u00e9rio norte.\u00a0 J\u00e1 a hist\u00f3ria contempor\u00e2nea da bicicleta no s\u00e9culo XX \u00e9 a da resposta a automobiliza\u00e7\u00e3o das cidades, e isso pode ser uma resposta para fazer algo diferente na cidade.<\/p>\n<p>A bicicleta \u00e9 um meio de transporte em seu senso literal. Ela ajuda as pessoas a chegarem do ponto A ao ponto B, e isso \u00e9 uma simples realidade apol\u00edtica. Mas a pessoa pode decidir se vai de trem, carro, \u00f4nibus, andando, pulando ou voando ao ponto B. E existe pol\u00edtica nessa decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o real transporte que a bicicleta pode fazer politicamente \u00e9 levar voc\u00ea para outra maneira de viver. E isso n\u00e3o acontece automaticamente. Isso necessita um contexto e um pensamento pol\u00edtico. A bicicleta \u00e9 um objeto em que voc\u00ea pode despejar sentido, como voc\u00ea coloca um l\u00edquido em um copo. E o sentido vem das nossas cabe\u00e7as, das nossas decis\u00f5es. Se n\u00e3o colocarmos o sentido pol\u00edtico nela, ela \u00e9 s\u00f3 um objeto chato, perfeitamente compat\u00edvel com o capitalismo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, voc\u00ea pode ter uma sociedade capitalista baseada em bicicletas. O problema \u00e9 que a sociedade capitalista \u00e9 baseada no crescimento, e n\u00e3o vai crescer t\u00e3o rapidamente porque n\u00e3o est\u00e3o desperdi\u00e7ando tantas coisas quanto com carros. Ent\u00e3o as bicicletas s\u00e3o um passo atr\u00e1s na l\u00f3gica capitalista, mas n\u00e3o um passo completo.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0E voc\u00ea acha que a maioria dos ciclistas preenche a bicicleta com este sentido anticapitalista?<\/i><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0A maioria n\u00e3o. Mas uma coisa interessante que pode acontecer \u00e9 que, pedalando na massa cr\u00edtica, as pessoas conversem com outros ciclistas que fazem pol\u00edtica, ou que estiveram pensando sobre isso. Por\u00e9m, isso n\u00e3o acontece sempre. H\u00e1 ciclistas organizados em torno de lojas de departamento, e at\u00e9 pela pol\u00edcia. Quando a bicicleta est\u00e1 em um processo mais aberto, como a massa cr\u00edtica, ela tem mais chances de ser parte de um processo de mudan\u00e7a social e pessoal.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0Seu livro trata de exemplos norte-americanos de ciclistas, hortas comunit\u00e1rias e outras formas de ativismo. No Brasil, apesar da maior parte dos ciclistas estarem em cidades menores e nas periferias das metr\u00f3poles, o ativismo \u00e9 atrelado a pessoas de bairros mais ricos. O mesmo acontece com a permacultura em S\u00e3o Paulo, por exemplo. As experi\u00eancias citadas no livro podem ajudar as pessoas menos favorecidas de uma sociedade desigual como a brasileira?<\/i><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0Algumas pessoas est\u00e3o t\u00e3o desesperadas para manter sua sobreviv\u00eancia que passam cada minuto da sua vida trabalhando, e n\u00e3o t\u00eam tempo para fazer mais nada. Isso pode significar sair da periferia de S\u00e3o Paulo e deslocar-se 60 quil\u00f4metros por dia. Trabalhar 14 horas, ficar quatro no tr\u00e2nsito, dormir seis horas e come\u00e7ar tudo isso de novo. \u00c9 uma vida muito dif\u00edcil, pr\u00f3xima \u00e0 escravid\u00e3o. N\u00f3s, que n\u00e3o vivemos assim, temos muita dificuldade de entender.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, essas pessoas podem decidir fazer uma parte dessa jornada de bicicleta, decidir trocar o que fazem. Elas ainda t\u00eam livre-arb\u00edtrio. Elas podem tentar plantar comida perto da sua casa, e com isso depender menos de fazer dinheiro. Um pouco, n\u00e3o muito, \u00e9 claro. Elas tamb\u00e9m podem cooperar com seus vizinhos, pois eu acredito que as sociedades pobres t\u00eam mais solidariedade que n\u00f3s, que \u00e9 uma chave para a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Sempre h\u00e1 uma margem para reduzir a necessidade de dinheiro e aumentar a rela\u00e7\u00e3o com o bem comum. Todo mundo, em qualquer situa\u00e7\u00e3o, pode faz\u00ea-lo se decidir isso.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0O senhor fala que os sindicatos s\u00e3o formas de organiza\u00e7\u00e3o obsoletas para os trabalhadores. Qual \u00a0\u00e9 o papel das organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores dentro da sua ideia de mudan\u00e7a?<\/i><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0O problema que eu tenho com os sindicatos \u00e9 que eles desistiram de questionar o que fazemos h\u00e1 muito tempo. Eles n\u00e3o se importam, eles s\u00f3 querem trabalho. Fazer estradas horr\u00edveis, construir pr\u00e9dios em todos os cantos, colocar cimento na nossa terra, o que for. Por que estamos fazendo este trabalho est\u00fapido? Trabalhando em bancos, companhias de seguro, fazendo coisas que v\u00e3o quebrar em seis meses.<\/p>\n<p>N\u00f3s fazemos muitas coisas est\u00fapidas, e os sindicatos n\u00e3o se importam com isso. N\u00e3o \u00e9 parte da l\u00f3gica em que eles foram fundados. A l\u00f3gica \u00e9 s\u00f3 ganhar mais dinheiro para os trabalhadores, e defend\u00ea-los em seu pr\u00f3prio trabalho. Eles deveriam come\u00e7ar a pensar em como vivemos, os problemas que enfrentamos e quais o trabalho que deveriam ser feitos para solucionar este problema.<\/p>\n<p><strong>CC<\/strong>:<i>\u00a0O senhor defende em seu livro que toda atitude \u00e9 pol\u00edtica, e cita mudan\u00e7as vinda das m\u00e3os ou da organiza\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, sem interfer\u00eancia do Estado. Qual o papel da pol\u00edtica institucional nestas mudan\u00e7as?<\/i><\/p>\n<p><strong>Carlsson:<\/strong>\u00a0As institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, os governos e as ag\u00eancias que eles mant\u00eam mostram pouca adaptabilidade na hist\u00f3ria que vimos at\u00e9 hoje. Aacho que estamos vivendo em um per\u00edodo em que voc\u00ea vai mudar isso.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o que vimos no Brasil em junho do ano passado \u00e9 um bom exemplo disso, de como o Estado n\u00e3o consegue responder \u00e0s pessoas se unindo de forma horizontal e indo \u00e0s ruas. N\u00f3s vimos isso tamb\u00e9m na Turquia, na Espanha, na Gr\u00e9cia e no Egito. E em todas houve uma grande repress\u00e3o do Estado. Ent\u00e3o ele est\u00e1 muito preso nas suas formas antigas, e n\u00e3o mostra uma capacidade de se adaptar.<\/p>\n<p>Certo, mas ent\u00e3o se uma revolu\u00e7\u00e3o vier, o que isso significa? Eu acho que poderiam surgir institui\u00e7\u00f5es que ajudariam as pessoas a cuidar das coisas, de baixo. Uma democracia efetiva, n\u00e3o somente votar para pessoas no Estado. Uma democracia que permita as pessoas decidirem como gastamos os recursos, como vamos prover \u00e1gua e eletricidade, como trabalhamos e para o qu\u00ea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carta Capital &nbsp; Um dos criadores da massa cr\u00edtica, o ativista diz que a escolha de andar sobre duas rodas pode servir para questionar a l\u00f3gica capitalista, mas n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1931","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"gutentor_comment":1,"featured_image_src":"","featured_image_src_square":false,"author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"rbea_author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"rbea_excerpt_info":"Por Carta Capital &nbsp; Um dos criadores da massa cr\u00edtica, o ativista diz que a escolha de andar sobre duas rodas pode servir para questionar a l\u00f3gica capitalista, mas n\u00e3o [&hellip;]","category_list":"<a href=\"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?cat=1\" rel=\"category\">Not\u00edcias<\/a>","comments_num":"0 comments","uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"post-thumbnail":false,"twentytwenty-fullscreen":false},"uagb_author_info":{"display_name":"paulabianchi","author_link":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/?author=5"},"uagb_comment_info":1,"uagb_excerpt":"Por Carta Capital &nbsp; Um dos criadores da massa cr\u00edtica, o ativista diz que a escolha de andar sobre duas rodas pode servir para questionar a l\u00f3gica capitalista, mas n\u00e3o [&hellip;]","wps_subtitle":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1931"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1933,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1931\/revisions\/1933"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ciclovida.ufpr.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}